domingo, 16 de agosto de 2009

alguns sonhos de alguns...

É tudo tão bonito antes de chegar na TV! A mídia banaliza tudo que vê pela frente, inclusive os fatos e as pessoas mais simples do mundo. Não deixo de lado o papel dos jornalistas e dos publicitários, afinal passa por dentro dos meus sonhos uma faculdade de Jornalismo, porém é intrigante ver as coisas sendo aumentadas e todo mundo acreditando no que está vendo. O aparelho televisor nada mais é que um instrumento de entretenimento, onde você passa horas e horas vendo imagens que você gostaria de ver, ouvindo coisas que você gostaria de ouvir e acreditando em coisas que entram, de uma maneira ou de outra, na sua cabeça. Coisas que talvez na sua sã consciência (sem existir TV) você nem acreditaria. Pessoas bonitas, homens sarados, mulheres ricas, crianças saudáveis, a pessoa ideal. Mal sabem os ignorantes por quantos processos esses seres de mentira passam antes de aparecer numa capa de revista ou numa telinha. Me desculpem meus colegas que não passam um dia sem ver TV, me desculpem meus colegas que apreciam uma top model. Eu não quero ser de mentira.

sábado, 8 de agosto de 2009

"E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lucia ele reconheceu
Ela trazia Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu"

O tempo passa e essa música continua viva, ela viverá, será eterna...

sábado, 18 de julho de 2009

AAAAAAAAAAAAA

Quem sabe eu ainda seja uma garotinha, esperando o ônibus da escola... É assim que muita gente deve estar me achando. Uma criança mimada, em quem é fácil passar a perna ou simplesmente fazer de boba. Um dia as pessoas são suas amigas, no outro elas resolvem não falar mais com você. Um dia as pessoas confiam em você, no outro deixam de olhar pra você por conta de uma mentira. Eu adoro esse meu mundinho de faz-de-conta, sabe, onde eu sou a maior vítima dos meus próprios erros que nem fazem questão de existir. É duro viver por aqui. Quisera eu ter uma nave e nos momentos mais loucos ir parar em um planeta cheio de etes, parecidos comigo. Porque é assim que eu me sinto: uma ete. Legal, né? Mas o que mais me consola é que essas coisas idiotas fazem parte da nossa vida idiota. Aliás, todos somos idiotas! Nenhum escapa... O ruim é quando eu esqueço que o resto do mundo também é idiota, e aí me vem aquela tristeza, aquele aperto no peito. Tem horas que não dá pra segurar, porque pra viver por aqui você precisa possuir um coração de pedra. E essa regra deveria estar impressa em algum lugar: Lei nº 5489 do artigo 89: Para conviver e viver bem no planeta Terra é preciso possuir um coração de pedra. Senão você morre, morre dura, sem amigo nenhum. É deprimente viver num lugar onde as pessoas impõem o que você deve ser a toda hora, e se por algum motivo você diz que não quer ser isso, as pessoas te jogam pedras, lajotas, paralelepípedos... E eu fico me perguntando a todo momento: o que eu faço aqui no meio de todas essas pessoas? Tudo o que eu queria era que um outro etezinho viesse com a nave dele e me levasse pro mundo dele. Um etezinho que me entendesse e que me desse razão a tudo que eu falo, por mais babaca que a minha fala seja. Esse etezinho chegou, mas ainda não me levou. Agiliza aí, etezinho... te amo!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sorrisos

Tinha dias que tudo ficava mais feio. Tinha dias que o colorido virava preto e branco e que as luzes se transformavam em chamas. Naquele dia, eu tinha acordado com essa estranha sensação. Levantei tonto da cama, dei passos tortos até o banheiro, me olhei no espelho e quase chorei. Lavei o rosto ainda quente, escovei os dentes e voltei ao quarto. O quarto parecia não ter mais fim. Aquele espelho aumentava as paredes e parecia dar vida a todas as coisas, a todos os móveis, a todos os livros da estante, a toda a poeira e a todas as traças. Tudo parecia ter vida, e era como se estivessem me observando, me policiando, me dando ordens. Desviei meus olhos do espelho e vesti minha melhor roupa. Geralmente não visto minha melhor roupa, mas aquele dia tinha que mudar pra melhor. Aliás, na foto 3x4 do curriculum eu estava de terno e gravata. O que eles pensariam se eu chegasse com o meu abrigo de sempre? O terno tinha cheiro de mofo e me fez espirrar várias vezes. Vesti aquele terno imundo e me olhei naquele maldito espelho. O terno então sorriu pra mim, um sorriso de “boa sorte”, ou melhor: “eu lhe darei sorte”. Saí de casa acreditando no sorriso dissimulado do meu terno. Passando pelo corredor, senti doer minha cabeça e lembrei do cheiro de mofo impregnado no meu nariz, que não sairia tão cedo. Espirrei mais umas cinco vezes. Desci os 146 degraus. Eram 146. Eu os contava todos os dias. As escadas, naquele dia, pareciam estar mais sujas e o porteiro mais feio do que nunca. Dei um bom dia ao porteiro feio, e foram as minhas primeiras palavras do dia: “Bom dia, Amarildo”. Eu não queria falar, não gostava de falar e o fazia sempre sem vontade, como se sussurrando. Quase não ouviam o que eu falava, quando falava. Caminhei 502 passos até o ponto de ônibus. As mesmas pessoas de sempre. Mas naquele dia, o diferente era eu, que carregava junto comigo uma mala vazia e um terno risonho e mofado. As mesmas pessoas de sempre não costumavam me ver daquele jeito, quase um executivo. Ninguém sorria pra mim e eu não sorria para ninguém, mas sentia que elas me olhavam diferente. Dentro de 2 minutos, o ônibus vinha chegando. Enquanto o ônibus se aproximava eu o notava de longe. E ele sorria pra mim. Eu podia ver aquele automóvel rindo para mim, ou talvez, rindo de mim. Podia ver os olhos e a boca dele. Também era possível ver as suas orelhas, que sempre escutam tudo, de todos os passageiros. Os assentos do ônibus pareciam conversar uns com os outros, abriam aquela enorme boca e depois fechavam como se estivessem rindo de todos os passageiros. E realmente riam. Eram todos tão patéticos. Pela janela era possível ver os muros e as paredes pichadas. As imagens pareciam ter vida. Movimentavam-se, conversavam entre si e dançavam freneticamente. Os rabiscos entravam nos meus olhos e mexiam-se na minha cabeça. Logo saiam pelas minhas orelhas e voltavam para as paredes; e lá ficavam parados, imóveis, como se fossem apenas meros rabiscos pichados. Desci do ônibus e caminhei até lá. Lá chegando pude me espelhar por alguns segundos nas portas elétricas, que logo abriram para eu entrar. Não entrei. Queria ver mais uma vez o sorriso do meu terno mofado. Espirrei mais algumas vezes, dei alguns passos para trás e pude então me espelhar melhor na porta. Dessa vez, ele não me sorria. Eu não via mais sorriso algum. Sacudi um pouco a gravata, alisei a manga, abri e fechei os botões e nada. Desapontado, virei e fui embora. Durante o caminho, olhei para a minha mala vazia e ela me sorria. Um sorriso macabro.
teias aqui

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aquelas da Poligrafia!


Esse aqui é dedicado àquelas que fizeram parte dos momentos mais felizes da minha vida!

Nada mais justo que homenagear as suas amigas de verdade, não é mesmo? Bom, eu tive a honra que fazer as melhores amigas que esse mundo pode ter. Foi amor a primeira vista (hihi). Dentro de poucos meses nós já éramos uma PATOTA, e uma patota bem bonita, com direito a apelido e a declarações de amor. A patota desfalcou, mas quando se tem amizades verdadeiras, o desfalque nem faz falta! São as pessoas mais diferentes que eu já conheci, e deve ser por isso que me identifiquei tanto com todas elas. Provaram que são minhas amigas até no fim da vida, até quando eu erro, confiam em mim de olhos fechados e isso me deixa com o ego inchado! Confusões, briguinhas, desentendimentos, mas depois da tempestade... pedimos desculpas, nos abraçamos, e a verdade sai naturalmente. Uma mais difícil que a outra. A ingênua, a cismática, a mandona e a brabinha. Vai dizer que não fecha? A gente se gosta apesar de tudo, a gente se dá as mãos apesar de tudo, a gente vive com alegria apesar de tudo, e aliás, essa é a nossa marca: alegria. Pra nós quatro não tem tempo ruim, nem mesmo no TCC! E são elas que me dão força de vontade de continuar nessa caminhada tão longa e tão dura. Não sei se ainda tive a oportunidade de mostrar o quanto eu gosto de vocês, como vocês já tiveram de me mostrar, mas saibam que eu gosto de vocês de verdade. E olha que eu jurava que na faculdade não se fazia amigas. Eu fiz, fiz as melhores, e mesmo que não nos falamos depois da formatura vão ficar tatuadas no meu coração! E é bom que levemos o TCC como uma coisa boa. Não é qualquer um que tem a oportunidade de fazer uma pesquisa dessas com as pessoas que mais gosta. Ver vocês toda semana, quase todos os dias me faz mais feliz! E quanto as caras feias: sorria à elas, à todas elas!

domingo, 21 de junho de 2009

DOMINGO

Resolvi escrever um texto sobre domingo. Para os escravos de plantão que trabalham nos domingos e feriados (como já me aconteceu) o domingo é um dia chato, cansativo, porém útil. Para aqueles que aproveitam este liiiiiiiindo dia para descansar, é o dia mais inútil da semana. Acorda-se tarde, geralmente com ressaca, almoça-se tarde, geralmente churrasco com maionese, dorme-se a tarde, geralmente no meio do jogo de futebol (mulheres), acorda-se mais cansado ainda, geralmente bem na hora da Dança dos Famosos, pede-se para dormir de novo, geralmente nas Vídeos Cassetadas, come-se muito, geralmente chocolate, reanima-se, geralmente quando o Fantástico começa, perde-se o sono, geralmente na hora em que se tem que dormir!